Alianças podem ser levadas por crianças, padrinhos, pais, avós, irmãos ou até pelos próprios noivos; escolha deve considerar o estilo da cerimônia e a segurança das joias.
A entrada das alianças é um dos momentos mais esperados da cerimônia de casamento. Tradicionalmente, elas são levadas por uma criança, mas os noivos não precisam seguir esse formato.
Quem carrega as alianças pode ser alguém importante para a história do casal. Também é possível criar uma entrada diferente, utilizar um objeto especial ou simplesmente deixar que o próprio noivo ou a própria noiva leve as joias.
A escolha deve considerar principalmente o significado da pessoa escolhida, a idade, a segurança das alianças e a organização da cerimônia.
Uma das formas mais conhecidas é colocar uma criança para levar as alianças.
Pode ser:
filho ou filha dos noivos;
sobrinho ou sobrinha;
afilhado ou afilhada;
filho de um padrinho;
irmão ou irmã mais nova;
uma criança próxima da família.
A criança pode entrar sozinha, acompanhada por outra pessoa ou junto com um adulto.
Bebês e crianças muito pequenas podem participar, mas precisam de acompanhamento.
Uma criança de colo pode entrar com um dos pais ou com outra pessoa escolhida pelos noivos.
Outra alternativa é colocar a criança em um carrinho decorado, desde que o local permita e que alguém esteja responsável por conduzi-lo.
Não é necessário entregar as alianças diretamente a uma criança pequena.
O cerimonialista pode receber as alianças antes da entrada e garantir que elas estejam seguras.
Essa é uma dica importante.
Se os noivos querem que uma criança participe, mas estão preocupados com a segurança das alianças, ela pode entrar com uma caixinha simbólica, uma réplica ou outro objeto decorativo.
As alianças verdadeiras podem estar com o cerimonialista ou com um adulto responsável.
Assim, a criança participa do momento sem correr o risco de perder uma joia pequena durante o caminho.
Uma alternativa elegante é escolher um dos padrinhos ou madrinhas.
Pode ser alguém que tenha uma relação especial com o casal.
O padrinho pode entrar carregando uma pequena caixa ou almofada com as alianças e entregá-las ao celebrante.
Também é possível fazer a entrada em dupla.
Os pais também podem participar desse momento.
Uma opção é o pai ou a mãe de um dos noivos levar as alianças.
Outra possibilidade é os pais dos dois entrarem juntos, cada um carregando uma das alianças.
Essa alternativa pode ser especialmente significativa para casais que desejam homenagear as famílias.
Para casais próximos dos avós, essa pode ser uma escolha carregada de significado.
Avó ou avô pode entrar com as alianças ou participar da entrega ao casal.
Se houver dificuldade de locomoção, não é necessário fazer uma entrada longa. O cerimonialista pode adaptar o momento para que o familiar participe com conforto.
Quando os noivos já têm filhos, eles podem participar da cerimônia levando as alianças.
Essa pode ser uma maneira de representar que o casamento também reúne a família que já existe.
Dependendo da idade, os filhos podem entrar juntos, acompanhados por alguém ou em momentos diferentes.
Pode ser uma ideia divertida para casais que têm um cachorro ou outro animal de estimação e querem incluí-lo na cerimônia.
O animal pode entrar com uma pequena almofada ou suporte preso à coleira.
Mas as alianças verdadeiras não precisam ficar presas ao animal.
Uma pessoa responsável pode levar as joias e apenas colocar o suporte simbólico no pet.
Também é fundamental verificar se o espaço permite animais.
Nem todo animal terá tranquilidade para caminhar em um ambiente cheio de pessoas.
Música, aplausos, convidados e movimentação podem assustar o pet.
Por isso, é importante ter uma pessoa responsável exclusivamente pelo animal.
Essa pessoa deve estar preparada para interromper a entrada caso o animal fique nervoso.
O bem-estar do pet deve vir antes da fotografia ou da programação.
Não existe obrigação de escolher alguém da família.
Um amigo importante para o casal pode fazer a entrada das alianças.
Pode ser a pessoa que apresentou os noivos, um amigo de infância ou alguém que participou de momentos importantes da história dos dois.
Também é possível quebrar completamente a tradição.
A noiva pode entrar carregando as alianças.
Isso pode acontecer em uma pequena caixa, no bolso de um acessório ou em um suporte escolhido para o momento.
Da mesma maneira, o noivo pode entrar com as alianças.
Essa escolha pode ser especialmente interessante em cerimônias mais modernas ou minimalistas.
Não existe uma regra que determine que outra pessoa precisa entregar as joias.
Outra possibilidade é os dois entrarem com as alianças.
Cada um pode carregar a aliança que será colocada no dedo do outro.
A troca acontece normalmente durante a cerimônia.
Para representar a união das famílias, uma opção é colocar duas pessoas para participar.
Por exemplo:
mãe da noiva + mãe do noivo
ou
avó da noiva + avó do noivo.
Cada uma pode levar uma aliança.
É uma forma simples de incluir familiares no ritual.
Não é necessário ter uma entrada específica.
As alianças podem ser colocadas no altar antes do início da cerimônia.
O celebrante ou o cerimonialista pode entregá-las aos noivos no momento apropriado.
Essa opção funciona bem para cerimônias minimalistas e também reduz o risco de perda das joias.
Essa função pode ser diferente de quem faz a entrada.
Por exemplo, uma criança pode entrar carregando uma caixinha simbólica, enquanto o cerimonialista guarda as alianças verdadeiras.
Quando chega o momento da troca, ele entrega as joias ao celebrante.
Isso facilita bastante a organização.
As alianças podem ser apresentadas em:
almofada;
caixa de madeira;
caixa de vidro;
porta-alianças;
bandeja;
livro;
concha;
peça artesanal;
objeto de família;
caixa personalizada;
flores;
pequenos suportes feitos especialmente para o casamento.
O objeto pode combinar com o estilo da cerimônia.
Se a família possui uma caixa, bandeja ou objeto que tenha valor afetivo, ele pode ser utilizado como porta-alianças.
Essa escolha acrescenta significado ao momento sem necessariamente aumentar os gastos.
Também pode ser uma forma de incluir uma pessoa que não estará presente na cerimônia.
O casal pode homenageá-lo utilizando uma fotografia, objeto de família ou outro elemento simbólico.
Por exemplo, uma caixa que pertenceu à avó pode levar as alianças.
É uma maneira discreta de representar a presença daquela pessoa na cerimônia.
Uma pergunta simples pode ajudar:
"Quem representa algo importante para nossa história?"
A partir daí, os noivos podem escolher.
Não precisa ser a criança mais nova da família simplesmente porque essa é a tradição.
Pode ser o filho, a avó, o amigo, o padrinho, o pet ou até os próprios noivos.
A entrada precisa fazer parte do roteiro da cerimônia.
O cerimonialista deve saber:
quem levará as alianças;
onde a pessoa ficará antes da entrada;
quem entregará as joias;
onde as alianças ficarão guardadas;
qual será a música;
em que momento acontecerá a entrada;
quem ficará responsável pelas alianças até a troca.
Isso evita improvisos.
Alianças são pequenas e podem facilmente cair ou ser esquecidas.
Por isso, é recomendável que uma pessoa adulta e identificada seja responsável pelas joias desde a chegada ao local até o momento da troca.
Mesmo quando uma criança, pet ou outro participante fizer a entrada, deve existir um adulto responsável acompanhando a operação.
Para quem quer fugir do tradicional, algumas possibilidades são:
Com o filho: a criança entra com uma pequena caixa.
Com os avós: um avô ou avó participa da entrada.
Com os pets: o animal faz uma entrada curta acompanhado por um responsável.
Com os padrinhos: um casal de padrinhos leva as alianças.
Com os pais: cada família participa levando uma das alianças.
Com objeto de família: as alianças entram em uma peça que pertenceu a alguém especial.
Com os próprios noivos: cada um já entra com a aliança do outro.
Sem entrada: as alianças ficam com o celebrante desde o início.
A tradição de uma criança levando as alianças é bonita, mas é apenas uma das possibilidades.
O casamento pode ser tradicional, moderno, religioso, simbólico, intimista ou descontraído. A entrada das alianças pode acompanhar esse estilo.
O importante é evitar escolher alguém apenas por obrigação.
Se a pessoa escolhida tem significado para o casal, o momento ganha uma importância que vai muito além da fotografia.
No fim, não existe uma pessoa certa para levar as alianças. Existe a pessoa que faz sentido para aquela história.
W. Patrick J. de S. C. Nicácio
Setembro de 2026
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